Entidades ambientalistas já conquistam simpatias
Uma proporção alta da população brasileira, mais de 70%, revela-se disposta a ajudar a proteger o meio ambiente e diz ter simpatia por organizações ambientalistas não-governamentais (ONGs). Mais de 50% também dizem se interessar em ser membros de entidades ambientalistas, embora apenas 1% esteja de fato ligado a alguma instituição desse tipo. As entidades defensoras de florestas e de animais em extinção estão entre as preferidas para novas adesões, enquanto os que se preocupam com saneamento ou questões urbanas são claramente preteridos.
Muitos dos entrevistados não distinguem órgãos de governo de ONGs, nem instituições de projetos. A instituição ambiental mais citada, tanto espontaneamente como de forma induzida, foi o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o órgão fiscalizador e executor das políticas ambientais estabelecidas pelo Ministério do Meio Ambiente. O Ibama obteve 78% das menções, numa questão de múltipla escolha. A Associação Mico Leão Dourado na verdade, um projeto de conservação do WWF (25%), o Greenpeace (23%), a Fundação SOS Mata Atlântica (18%) e o Tamar projeto governamental de proteção às tartarugas marinhas (14%) vieram em seguida. O Amigos da Terra e o SOS Florestas obtiveram, cada um, 9%.
Os brasileiros ainda se revelaram dispostos a mudar alguns hábitos, sobretudo na separação de resíduos recicláveis (68%), diminuição de desperdícios de água (63%) e racionalização do uso de energia (37%) e gás (21%). Diante de uma lista de ações consideradas ambientalmente corretas, o brasileiro revelou, ainda, já estar mudando o seu dia-dia. Evitar jogar lixo tóxico em lixeiras domésticas, por exemplo, foi uma atitude que 59% dos entrevistados disseram ter realizado nos últimos 12 meses. Deixar de comprar produtos por causa de informações contidas no rótulo foi citado por 46%, enquanto consertar produto quebrado para prolongar sua vida útil foi mencionado por 44%.
Diminuir o consumo de carne por motivos de saúde esteve entre as ações praticadas por 39%, ao passo que 35% deixaram de comprar algum produto por ser danoso ao meio ambiente e 34% procuraram evitar organismos geneticamente modificados.





