Curitiba - ''Entra ano, sai ano, e muitas pessoas continuam morrendo em assaltos envolvendo bancos, o que é inaceitável no setor mais lucrativo do País. Isso comprova o descaso e a escassez de investimentos dos bancos na proteção da vida. E agora com o uso de explosivos isto se torna ainda mais preocupante.'' A crítica é do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro.
Por isso, estão sendo discutidas propostas para aumentar a segurança nas agências. Entre as ações preventivas propostas está a atualização da Lei n º 7.102/83 (que estabelece normas de seguranças em agências bancárias, mais segurança no abastecimento de caixas eletrônicos e a isenção de tarifas de transferência de recursos) como forma de reduzir a circulação de dinheiro na praça.
''Muita gente prefere sacar o dinheiro e levar no bolso porque a tarifa de transferência para outros bancos é grande. As pessoas acabam correndo o risco e em algumas situações ocorrem assaltos'', apontou Cordeiro.
Para José Boaventura Santos, presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), poucos bancos utilizam biombos nos terminais de autoatendimento e para separar os caixas. Ele destaca também que a lei que barra o uso de celular dentro das agências não é eficaz. ''Os bancos estão transferindo a responsabilidade para os clientes, sendo que eles deveriam estar dando segurança a todos. Verificamos que isto não interfere na quantidade de ocorrências, o que falta é investimento concreto'', alegou.
Em nota a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), informa que ''a segurança dos seus funcionários e clientes é uma preocupação central dos bancos associados, os quais estabelecem a política de segurança das agências bancárias, de conformidade com a lei federal nº 7.102/83''.
O informe também destaca que ''os investimentos em sistemas de segurança física e eletrônica, com o objetivo de garantir a integridade de seus clientes e colaboradores, vem possibilitando que o número de assaltos a banco, em todo o Brasil, venha caindo consistentemente ao longo dos anos''.
Além disso, a Febraban lembrou que os bancos em parceria com os governos e polícias Civil, Militar e Federal, e com o Poder Judiciário participam da operação ''Conheça seu Comandante'', para combater este tipo de crime ''por meio de intensos estudos e debates, várias iniciativas de caráter preventivo são e foram adotadas''.(R.C.J.)

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