Entidade tem rotina dinâmica de funcionamento
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sábado, 31 de julho de 1999
Por Liliana Pinheiro 
São Paulo, 01 (AE) - A Força Sindical tem um jeito diferente de se organizar, na comparação com as outras centrais. Em vez de intermináveis e diárias reuniões políticas, faz reuniões semanais com membros de um organismo chamado "comissão operativa".
Com hora para começar (atrasos superiores a cinco minutos não são tolerados) e para acabar, a reunião decide quem fará o quê na semana. Discussões políticas mais sérias ficam para outra instância, a reunião da direção nacional, que ocorre a cada dois meses.
O presidente da central, Paulo Pereira da Silva, confessa ainda que, diferentemente da CUT - que prepara com rigor, muito debate e seriedade seus projetos - a Força Sindical improvisa demais.
"Sabe por que estamos dando certo?", indaga Paulinho. "Porque a gente improvisa tudo na hora de criar, toma decisão sem saber muito bem no que vai dar, mas depois cuida bem do que faz, não abandona nenhum projeto, vai até o fim, sempre investindo." Foi assim com o Centro de Solidariedade, projeto ambicioso e montado a toque de caixa, que agora está sendo aprimorado.
A cada semana tem uma novidade por lá: a próxima será um ombudsman para ouvir desempregados sobre o serviço prestado. O centro ganhou ainda um jornalzinho, distribuído gratuitamente, com todas as vagas da semana estampadas, para que o desempregado tenha acesso ao estoque de empregos oferecidos pelos empresários via Força Sindical.
Por trás dessa aparente anarquia, existe porém uma filosofia, explica Paulinho: dar acompanhamento ao trabalhador desde quando ele entra no mercado até sua aposentadoria e morte.
"Não queremos mais ter aquele papel de proteger o empregado enquanto ele tem carteira assinada e depois abandoná-lo", diz. Para isso, além do agenciamento de empregos e dos cursos de qualificação, a central quer prestar outros serviços.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, por exemplo, criou um seguro de vida para seus associados e um convênio com serviço de funeral. "Se o peão morre, a gente tem o compromisso não apenas de fazer o enterro dele, como de deixar a família amparada com o dinheiro do seguro."


