Para iniciar suas atividades em Londrina a ACM-BR precisou se inscrever no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), obter uma licença expedida pela Vigilância Sanitária, alvará da Secretaria Municipal de Fazenda e certificado de regularidade do Conselho Regional de Farmácia (CRF).
De acordo com a enfermeira e coordenadora do Setor de Produtos e Serviços em Saúde da Vigilância Sanitária, Giane Zupellari, a ACM-BR foi classificada como farmácia de dispensação com base na lei federal 5991, a mesma que regulamenta o funcionamento dos todos os estabelecimentos que vendem remédios. ‘‘Isto significa que ela tem um farmacêutico responsável e que deve respeitar normas de armazenamento, estocagem, dispensação, controle dos psicoativos e entorpecentes, além de estar sujeita à fiscalização periódica’’, disse.
A associação conseguiu o alvará na prefeitura em 13 de julho com a apresentação da ata de criação, o CNPJ e um laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros, segundo informações de Nilton da Silva, assistente-administrativo do Setor de Expedição de Alvará. ‘‘Sem esse documento ela não conseguiria adquirir os medicamentos nas distribuidoras’’, acrescentou Giane Zupellari. Antes de liberar a licença sanitária a enfermeira disse que se certificou da existência da ACM-BR em outros Estados e a viabilidade jurídica.
Solange Honorato disse que conheceu a associação em Campo Grande (MS), onde seu tio é associado e amigo do presidente da entidade, William Ribeiro. Para trazê-la a Londrina a empresária, que atua no setor de automóveis, gastou R$ 20 mil do próprio bolso. Com esse dinheiro ela alugou a sede, contratou a farmacêutica e bioquímica Rosália da Silva Santi Gomes e adquiriu equipamentos. Certa de que o dinheiro foi bem empregado, ela conta que espera recuperar o investimento até fevereiro do próximo ano. ‘‘Minha intenção é contribuir com a sociedade da maneira que puder’’.
Candidata a vice-prefeita na chapa do empresário Farage Kouri (PFL) derrotado no primeiro turno das eleições, Solange Honorato disse que seu envolvimento na associação é anterior à adesão política. ‘‘Preferimos iniciar a divulgação da ACM-BR após o primeiro turno exatamente para não prejudicar a idéia’’, completou a farmacêutica.
Segundo Solange Honorato, associações como a que preside são comuns na Europa e aos poucos está se transformando numa tendência mundial. O objetivo, diz ela, é defender o consumidor. (B.R.)

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