O debate em torno do desenvolvimento urbano de cidades de médio porte foi definido pela SBPC durante o evento do ano passado. As cinco primeiras reuniões especiais debateram assuntos relacionados com o ecossistema. Será também a primeira vez que uma reunião de entidade debate os problemas urbanos, que hoje são comuns em cidades de pequeno e médio portes em estágio de desenvolvimento.
A realização de reuniões com problemas locais faz parte da proposta da SBPC, de incentivar estudantes de todos os níveis no desenvolvimento de trabalhos nas áreas abordadas. As conferências vão abordar ‘‘O perfil da pesquisa no Brasil: desequilíbrios regionais’’, com o professor Raimundo Guimarães, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro; ‘‘Urbanismo e política nos 500 anos da utopia’’, com Renato Ribeiro, da USP; ‘‘Estratégias de desenvolvimento regional’’, com Alexandre Beltrão, secretário de Ciência e Tecnologia do Paraná, amanhã.
Na sexta-feira serão realizadas as conferências ‘‘As cidades são sustentáveis? A agenda 21 e a conferência Habitat’’, com Ermínia Maricato, da USP; e ‘‘Políticas de saúde e controle social’’, com Nelson Santos, da Unicamp.
Maringá foi escolhida para sediar a reunião devido a qualidade de vida oferecida pela cidade. O município polariza uma região com 112 cidades e mais de um milhão de habitantes, com economia baseada na agropecuária. A cidade possui também um dos maiores índices de área verde por habitante, em torno de 20 metros quadrados para cada um dos cerca de 270 mil moradores. Pesou na decisão também a diversidade étnica da cidade, além da localização, na rota dos principais centros produtivos do País e dos países do Mercosul.

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