Rio, 24 (AE) - O projeto "Dançando para Não Dançar", que leva aulas de balé clássico a cerca de cem crianças de favelas da zona sul da cidade, vai ser expandindo a outras comunidades carentes. A Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), uma das incentivadoras do projeto, decidiu levar a iniciativa para diversos pontos do Estado.
A superintendência da Faperj já está em contato com a diretora do Balé de Camaguey, de Cuba, Regina Balaguer, para que ela venha ao Brasil passar a outros bailarinos a experiência de dar aulas em comunidades carentes. "Queremos que outros bailarinos se transformem em instrutores", explicou o superintendente da Faperj, Fernando Peregrino.
A idéia partiu da bailarina Thereza Aguilar, criadora e diretora do projeto, que estudou em Cuba durante quatro anos. Thereza também dará aulas de formação de novos professores. "Acho fantástico", comemorou a professora brasileira. "Sempre escutei promessas e estou louca para que elas se tornem realidade".
Paralelamente, a Faperj pretende assinar convênio com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e levar para as salas de aula a experiência de trabalho com crianças carentes. "É preciso que as pessoas ligadas à educação aprendam e possam reproduzir essa experiência em suas instituições de ensino", disse Peregrino.
O projeto "Dançando para Não Dançar" existe há quatro anos por conta do esforço de Thereza Aguilar. A diretora vem dedicando todo o seu tempo a ensinar balé para crianças carentes. Foi dela a idéia do projeto e, até hoje, Thereza trabalha sozinha nas favelas. O projeto ganhou o apoio da Faperj, Loterj e Nestlé, que fornece cestas básicas.

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