Usuários das estradas do Paraná estão aguardando com apreensão as negociações entre o governo do Estado e as concessionárias responsáveis pelas estradas do Anel de Integração, que irá definir o aumento do pedágio, a ser anunciado em duas semanas pelo governador. Representantes das duas categorias que mais utilizam as estradas, os Sindicatos dos Caminhoneiros (Sindicam) e das Empresas Transportadoras de Cargas (Setcepar) afirmam que não aceitam qualquer reajuste nas tarifas que não venha acompanhado de melhorias substanciais nas estradas.
O presidente do Sindicam, Diumar Cunha Bueno, avisou, ontem, que ‘‘com certeza haverá manifestações nas estradas’’ e que a categoria pode até mesmo paralisar, caso o governo não anuncie benfeitorias nas estradas. O superintendente do Setcepar, Eduardo José Alcântara, tem opinião parecida. ‘‘Eu não sou contra o pedágio, desde que com um valor justo e com os investimentos certos’’, diz. Para ele, ‘‘as estradas, hoje, são mais caras do que antes’’ do governo determinar a redução de 50% nos preços, antes das eleições, pois com esta medida as expectativas de melhorias acabaram.
‘‘Ele (o governo) faz tudo unilateralmente. Decidiu instalar os pedágios, depois reduziu o preço, mesmo sabendo que as concessionárias iriam suspender as obras, agora quer aumentar, e a sociedade não participa de nada. Os setores responsáveis pelo transporte de toda produção do Estado não podem opinar’’, diz Bueno.
A médica Deisi Ribinski Silva acha que o pedágio vale a pena. ‘‘É mais barato do que no exterior e o atendimento é superior’’, diz. Já a professora Irvana Chemin Branco é contra o reajuste e acha que as estradas receberam melhorias no início, mas hoje estão abandonadas.

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