O Conselho Indigenista Missionário (Cimi-RS) organizará a partir de sexta-feira em sua sede, Iraí (RS), uma campanha cultural relativa aos 500 anos da descoberta do Brasil. A entidade não entrou em detalhes sobre os atos que serão realizados. Haverá atividades culturais e distribuição de panfletos. Jorge Tarachuque, coordenador do Cimi-RS, diz que os atos não se limitarão à cidade e serão semelhantes aos ocorridos em Salvador, onde a colônia africana é mais representativa.
De acordo com a entidade, que procura revisar o significado da data, no Brasil ‘‘viviam mais de 5 milhões de pessoas, pertencentes a cerca de 970 diferentes povos. Eram os legítimos donos desta terra, possuidores de tudo, menos de anticorpos para doenças européias, de armas mortais à base de pólvora e chumbo, nem do impulso de violência, exploração, depredação e saque.’’
O Cimi define os portugueses como ‘‘um grupo de homens maltrapilhos e doentes que desceu na praia da hoje Cabrália, no sul da Bahia’’. O texto diz que ‘‘aquele 22 de abril de 1500 foi um dia mítico, matriz de uma história violenta e desumana, que continua até os nossos dias’’.

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