A Sociedade Rural do Paraná (SRP) também aprovou, na reunião realizada ontem, um voto de desagravo ao deputado federal Moacir Michelletto (PMDB-PR), relator da comissão do Congresso Nacional que estudou nos últimos meses um novo projeto de lei estabelecendo as relações da produção agrícola com o meio ambiente. A proposta causou polêmica e críticas de entidades ambientalistas nacionais e internacionais, porque diminuiria a área de floresta com proteção legal, na região da Amazônia, de 80% para 50%.
A proposta inicial de mudança – prevendo a redução de 50% para 25% a área de proteção no cerrado – foi criticada pelo ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, que disse que o presidente FHC vetaria o projeto de lei. ‘‘O Micheletto está sendo atacado injustamente, por pessoas e entidades mal informadas, que não conhecem o teor do projeto que possibilitaria o necessário avanço da fronteira agrícola do país’’, afirmou Francisco Galli.
Segundo ele, este avanço pode se dar na região da Amazônia – ‘‘que é muito maior que a floresta amazônica’’ –, desde que respeitadas as vocações agrícolas de cada sub-região, como prevê a proposta do deputado Micheletto. ‘‘O ataque ao projeto vem de entidades ligadas a países que não têm interesse no avanço agropecuário do Brasil. São lobos vestidos com pele de carneiro’’, criticou o presidente da SRP. (O.C.)

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