Londrina - O Seminário Regional da Juventude Negra, que terminou ontem em Londrina, apresentou um manifesto público contra o alto índice de mortes entre jovens negros. O "Mapa da Violência 2012", divulgado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, mostrou que as mortes por assassinato entre os jovens negros no país são, proporcionalmente, duas vezes e meia maior do que entre jovens brancos. Londrina, segundo o Mapa, aparece na 98ª posição entre as cidades mais violentas.
O Seminário, realizado no terreiro Yle Axé Opo Omin, no Conjunto Maria Cecília (zona norte), durou três dias e também contou com representantes de Curitiba, Maringá e Apucarana.
O manifesto cobra o fim do extermínio de jovens negros, término do racismo institucional e a estruturação da Defensoria Pública. "A gente vê esse sofrimento do jovem negro, da perseguição e discriminação. Isso tem que acabar", cobrou Terezinha Pereira da Silva, também conhecida como Mãe Omin. Ela coordena projetos sociais há duas décadas na região.
O seminário contou com a participação de um representante da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. Londrina faz parte de um rol de 132 municípios brasileiros que concentram 70% das mortes violentas do País.
"Estamos criando uma rede de parceiros interessados em promover a política da desigualdade social. Oito ministérios coordenam essas ações com objetivo de desconstruir essa cultura de violência contra jovens negros, ampliar a oferta de programas para juventude e aperfeiçoar usinas culturais", explicou o assessor Felipe Freitas. O Yle Axé Opo Omin é o primeiro a integrar essa rede de enfrentamento em Londrina.

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