Enterro de prefeita de Mundo Novo reúne sete mil
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domingo, 31 de outubro de 1999
Por Luiz Carlos Lopes 
Mundo Novo, MS, 01 (AE) - Cerca de sete mil pessoas, segundo cálculos da Polícia Militar, acompanharam hoje o sepultamento da prefeita Dorcelina de Oliveira Falador (PT), de Mundo Novo (MS) assassinada com seis tiros de pistola calibre 380 milímetros na noite de sábado, quando estava em sua casa na companhia do marido e as das duas filhas menores. O governador José Orcirio dos Santos, o Zeca do PT, acredita que o crime tenha motivos políticos e anunciou que toda a estrutura das polícias civil e militar do Estado estão mobilizadas para descobrir seus responsáveis. Segundo ele, sendo necessário, será pedida a ajuda do governo paraguaio, já que uma das possibilidades é de que o pistoleiro, tenha fugido para aquele país, distante 12 quilômetros de Mundo Novo.
O assassinato da prefeita, considerada uma das pessoas mais atuantes do PT em Mato Grosso do Sul, foi lembrado, durante o velório realizado no ginásio municipal de esportes, como resultado das divergências políticas entre ela e os grupos que a antecederam no poder. O delegado regional de polícia de Naviraí, Marcos dos Santos, que assumiu as investigações por determinação do governador do Estado, disse que existem dois inquéritos para apurar ameaças de morte que teriam sido feitas contra a administradora.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que hoje esteve representando o partido durante o funeral, (no domingo estiveram em Mundo Novo o presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente nacional do partido, José Dirceu) anunciou que pretendia solicitar do ministro da justiça, José Carlos Dias
que determine que a Polícia Federal colabore nas investigações.
O vice-prefeito Kleber Correa de Souza (PMDB) informou que será empossado no cargo na quarta. Nas últimas eleições, Souza candidatou-se ao cargo pelo Partido da Mobilização Nacional (PNM), mas um mês depois da posse rompeu com Dorcelina, deixou o partido e filiou-se ao PMDB. Ele também acredita que o assassinado da prefeita tenha motivação política e admitiu que tem receio de ocupar o cargo.


