Silverstone, Inglaterra, 21 (AE) - Todos que acompanham o Mundial de Fórmula 1 sabem que desde hoje (21), nos primeiros treinos livres do GP da Grã-Bretanha, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) proibiu alguns recursos eletrônicos nos carros. Como ficou a nova F1, já que atualmente a eletrônica gerencia a maior parte dos sistemas desses veículos?
Não é difícil compreender, conceitualmente, o que a FIA não admite mais, bem como a forma de tentar burlar o regulamento usada por parte das equipes. Semana passada, o comissário técnico da FIA, o inglês Charlie Whiting, distribuiu uma carta aos diretores-técnicos das escuderias, esclarecendo em sete pontos o que dizem as novas regras.
Sensor da rotação do motor - Desde hoje (21) é permitido um só sensor para se medir a velocidade de rotação do motor. Antes era muito mais fácil de os técnicos detectarem quando o motor, de repente, ganhava mais velocidade, como nos instantes em que as rodas giravam em falso. Podia-se, então, agir através da eletrônica e controlar a tração.
Programa único de gerenciamento do motor - Algumas equipes atuavam no controle da mistura ar/combustível para o carro tracionar melhor. Numa saída de curva, por exemplo, se fosse detectado o patinamento das rodas, podia-se enriquecer essa mistura (mais gasolina e menos ar) a fim de diminuir a resposta de potência e, portanto, aumentar a possibilidade de tração.
Um programa por GP - Além de a carburação (mistura ar/combustível) ser fixa, cada equipe deve utilizar também um único programa de computador do motor por GP para as demais funções.
Fim da sonda lambda - Através de sensores colocados no escapamento era possível conhecer se a mistura ar/combustível estava rica ou pobre a cada momento. Como sonda e motor estavam integrados a um computador, logo poderia variar as concentrações dessa mistura de forma a tornar mais eficiente a tração.
Limite único de rotação mínima - O motor ligado, em marcha lenta, deve girar abaixo de 4.000 rpm. A McLaren tinha dois limites mínimos que auxiliava seus pilotos nas largadas.
Não ao controle eletrônico de frenagem - Através do tempo em que o pedal do acelerador não era acionado, dois segundos, por exemplo, era possível distribuir automaticamente a carga dos freios entre frente e traseira.
Limitador de velocidade alterado - O piloto podia acelerar o que fosse nos boxes que o carro não passava do limite programado. Hoje é de 60 km/h nos treinos e 80 km/h na corrida. O sistema age na ignição do motor, cortando-a. Mas algumas escuderias usavam esse recurso em saídas de curva também para facilitar a tração. Ele ainda é permitido, mas quando acionado o limitador deve abrir a tampa do bocal do tanque e acender a luz de sinalização traseira. Se alguém recorrer ao limitador fora da área do boxe poderá ser surpreendido por esses sinais. Com tudo isso, a FIA acredita que será bem mais difícil desrespeitar o regulamento.

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