Entenda o Caso
- Mais de mil integrantes do MST estão acampados em frente ao Palácio Iguaçu há 15 dias. Eles protestam contra as 14 desocupações promovidas pela Polícia Militar entre 28 de abril e 23 de maio na região Noroeste do Estado e querem a libertação de líderes presos. Durante as ações, 42 líderes do MST foram presos. Vinte e dois ainda permanecem detidos.
- O MST exige o fim das operações, denunciando que a PM ‘‘espancou, torturou e ameaçou os sem-terra de morte’’. Líderes também acusam policiais de queimarem os barracos e pertences dos agricultores.
- O governo sempre negou veementemente qualquer ato ilegal ocorrido durante as desocupações. Em seus comunicados, diz que o movimento quer jogar a opinião pública contra o governo. Os sem-terra são acusados de roubo de gado e de máquinas.
- O governo garante que todas as 14 áreas desocupadas eram produtivas. O MST informa que no Noroeste existem 17 áreas sem qualquer menção de produtividade.
- No domingo, a Folha divulgou com exclusividade reprodução de gravações telefônicas (‘grampos’) entre líderes do MST, que revelavam influência dos sem-terra no Incra e provocavam suspeita de envolvimento dos líderes do movimento na morte de um dos integrantes do movimento.

mockup