Entenda como ficarão os serviços que eram atendidos pelo Provopar
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
Simoni Saris <br> Reportagem Local 
A partir da próxima segunda-feira (3), os serviços de convivência e fortalecimento de vínculos oferecidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social a crianças e adolescentes e o Programa Economia Solidária deixam de ser executados pelo Provopar (Programa do Voluntariado Paranaense). Por problemas na prestação de contas da utilização dos repasses municipais e atendendo a uma determinação judicial, a Prefeitura de Londrina suspendeu o convênio com o Provopar e, no lugar, cinco entidades darão continuidade às atividades.

Os mais de 1,2 mil crianças e adolescentes de seis a 17 anos serão atendidos agora por quatro entidades. A Epesmel (Escola Social e Profissional do Menor de Londrina) será responsável por 250 atendimentos na zona leste; a Associação Guarda Mirim terá sob sua responsabilidade outros 190 meninos e meninas na região central; o Instituto Eurobase irá atender 200 crianças e adolescentes na zona sul e os outros 570 ficarão a cargo do Cepas (Centro Esperança Por Amor Social), que atua na zona norte. Os R$ 327 mil mensais em repasses serão divididos proporcionalmente entre as quatro entidades. O Programa Economia Solidária, que recebe R$ 44 mil mensais, será assumido pela Pequena Missão Para os Surdos.
Os serviços continuarão a ser oferecidos nos mesmos locais e com a mesma metodologia de trabalho. O que mudou foram os educadores que atuam nos serviços de convivência e fortalecimento de vínculos. Para que a alteração fosse menos sentidas pelas crianças e adolescentes assistidos, houve um processo de transição, que começou em 24 de agosto e terminou na última sexta-feira (31). "Não foi um processo tão fácil de aceitação porque os educadores têm vínculos com as crianças. Estive em todos os territórios para conversar com as famílias e explicar o motivo da mudança e elas foram bastante compreensivas. Os profissionais que atuavam pelo Provopar também participaram da transição para garantir que não houvesse a descontinuidade do trabalho", esclareceu a gerente de Monitoramento e Avaliação da Secretaria Municipal de Assistência Social, Ana Maria do Nascimento. Dez funcionários do Provopar foram mantidos.
Apoio
Nascimento fez questão de destacar que a mudança no gerenciamento dos projetos nada tem a ver com a qualidade do serviço prestado. "O problema foi exclusivamente na prestação de contas. Tivemos todo o apoio deles e se não houvesse esse diálogo, teria sido uma transição muito complicada porque eram 11 unidades muito grandes."
O convênio com as cinco entidades é válido até 31 de dezembro de 2018. Para dar continuidade aos projetos no ano que vem, será necessário fazer um novo chamamento público. Se outras entidades tiveram interesse em assumir o serviço e estiverem aptas a isso, o número de assistidos poderá ser redistribuído novamente entre elas a partir do início de 2019.
A gerente de Projetos do Serviço de Convivência da Epesmel, Márcia Paes, explicou que 50 crianças ficarão na unidade do conjunto Mister Thomas e as outras 200, no jardim Interlagos, na zona leste. "Estamos em um processo de reorganização de equipamentos, móveis e utensílios. Cada entidade que assumiu vai ter que reorganizar os espaços porque o mobiliário será retirado pelo Provopar. Mas já iniciamos o processo de compra do que for necessário e o atendimento não sofrerá prejuízos", garantiu.
De acordo com Paes, a Epesmel contratou agentes culturais para atender nas duas novas unidades. Foram dez para a unidade do Interlagos e quatro para a do Mister Thomas.
A reportagem entrou em contato com as outras entidades, mas os responsáveis não foram localizados.
Voluntariado
O presidente do Provopar, Fernando Ortiz, lembrou que a entidade não deixará de existir e que a partir de segunda-feira passa a se dedicar exclusivamente à sua atividade de origem, que é o voluntariado. A entidade irá atuar nas campanhas de arrecadação de roupas e alimentos. Segundo Ortiz, dos 104 funcionários do Provopar, todos foram demitidos e a partir de agora contará apenas com o trabalho de voluntários. "Cobramos muito da Secretaria de Assistência Social para que pudéssemos ter contato com as entidades que iriam assumir os serviços, mas só conhecemos no dia 24 de agosto. A mudança sempre causa um prejuízo porque as crianças estão acostumadas com os educadores. Mas não vai ser um impacto grande."


