Entenda a operação
- O Banco Marka assumiu contratos de venda de dólar no mercado futuro da BM&F. Acertou o preço previamente com os investidores que assumiram a posição contrária (de compra) e as diferenças entre o valor fixado e a cotação diária do contrato eram quitadas diariamente.
- Somente corretoras podem fazer negócios na BM&F. A operação deveria ser liquidada por meio da corretora Teka, o membro de compensação do Banco Marka. Tanto as operações do Marka como do FonteCindam foram ainda garantidas por outras instituições financeiras, por meio de títulos públicos.
- Com a desvalorização do real, o preço do dólar disparou. O banco não teve como arcar com a diferença entre o preço inicial e a cotação real do mercado. Na BM&F, o contrato de dólar custava na faixa de R$ 1,25, valor fixado pelos limites de oscilações. Mas não havia negócio a esse preço porque no mercado à vista a moeda estava bem mais cara.
- O Banco Central (BC) vendeu dólares para o Marka a R$ 1,27, que transferiu os contratos para o Banco do Brasil (BB). Foi uma operação direta entre as duas instituições, sem passar pelo pregão da BM&F.
- Segundo cálculos do mercado, o Marka tinha contratos de dólar num volume equivalente a 20 vezes o seu patrimônio líquido.
- A diferença entre o dólar de R$ 1,22 para R$ 1,27 foi paga pelo Marka com o seu patrimônio.





