O ensino técnico no país terá 230 mil novas vagas nos próximos cinco anos, sendo que a maior parte deverá ser oferecida até o final de 2001. De acordo com o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, esse número representa cerca de 15% do total de alunos matriculados hoje no ensino médio, o principal público dos cursos profissionalizantes. ‘‘Estamos abrindo uma oportunidade de profissionalização para os jovens, de acordo com as características e necessidades de cada local’’, disse o ministro.
O ministério está financiando a construção ou reforma de 173 escolas de ensino profissionalizante em todo o país -33 delas estão em São Paulo. Até agora, já foram liberados R$ 331 milhões.
Na tarde de ontem, Paulo Renato assinou os convênios para a construção de sete unidades nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte. Até o final do mês, serão liberados recursos para mais 11 -tanto escolas federais quanto estaduais e as chamadas comunitárias, em que uma empresa ou organização implementa e dirige a unidade.
O ministério também está liberando recursos para o Plano de Expansão do Ensino Profissional (PEEP), um estudo que os Estados precisam apresentar para mostrar as suas necessidades.
No levantamento é mostrado, por exemplo, o número de escolas e tipo de formação que deverão dar. Além disso, o plano deve estabelecer como as secretarias de educação farão para gerenciar as escolas.
A partir desse plano, os governos estaduais recebem verbas para implementar o sistema de gerenciamento das unidades escolares, que inclui desde a criação de um departamento específico até a informatização.
Até agora, 23 Estados já entregaram seus planos. Entre os quatro que ainda não apresentaram o trabalho está São Paulo.

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