Ensino superior reforça desigualdade regional
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terça-feira, 06 de abril de 2004
Renon Junior<br>Reportagem Local 
A cada grupo de cem jovens brasileiros, apenas nove estão matriculados no ensino superior. Os dados foram apurados em uma pesquisa do INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, do Ministério da Educação. Dos 22,9 milhões de habitantes entre 18 e 24 anos, 2,1 milhões frequentam os cursos de graduação ou pós-graduação. Os números também revelam grandes diferenças entre as regiões do País.
Enquanto na Região Sul 12,8% da população desta faixa etária são universitários, no Nordeste, este índice não passa de 5%. No Sudeste, onde está mais da metade dos acadêmicos de graduação, mestrado e doutorado, o percentual é de 11%. O estudo foi realizado com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad/IBGE) de 2001.
Até mesmo dentro das próprias regiões existem diferenças gritantes. São Paulo tem quatro vezes mais universitários que Minas Gerais, e quase o dobro em termos percentuais. Na Região Centro-Oeste, o estado do Mato Grosso tem metade do índice registrado no Distrito Federal. No Nordeste, o número mais expressivo vem de Sergipe, enquanto o Maranhão apresenta a maior deficiência.
Segundo o IBGE, de 1990 a 2002, a quantidade de alunos nos cursos de graduação aumentou 126%, passando de 1,5 milhão para 3,5 milhões de estudantes. O crescimento deve-se, basicamente, às instituições particulares, que aumentaram em 153%, bem acima dos 82% verificados no rede pública. No início dos anos 90, as faculdades privadas concentravam 62% dos acadêmicos, número que subiu para 70% em 2002.


