O pró-reitor de graduação da Universidade Estadual de Londrina, Ludovico Santos, confirma que na UEL há redução na procura por diversos cursos, com destaque para as licenciaturas. Ele acredita que o aumento das instituições de ensino superior e o avanço no ensino a distância colaboraram, além do acesso a instituições particulares através do Enem. ''Nas licenciaturas não é só isso, acho que contribui, mas há outras implicações, como o salário baixo e a dificuldade de se trabalhar no ensino fundamental.''
O professor reconhece também que em alguns casos o próprio ensino precisa se modificar e modernizar, já que as universidades estão recebendo jovens de 17 anos, ligados em tecnologia e nem sempre o curso consegue acompanhar essa modernidade.
De acordo com Santos, o Governo Federal, através do Ministério da Educação e Cultura (MEC) percebeu o problema e por isso está disponibilizando diversos programas para incentivar que pessoas façam licenciatura, como o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), Observatório da Educação e a Rede Nacional de Formação Continuada de Professores.
A FOLHA procurou o MEC para tentar obter dados que confirmem a baixa procura pela licenciatura e explicações sobre os projetos mas não teve retorno. (E.G.)

mockup