O juiz aposentado da Justiça Federal do Trabalho, Eudes de Oliveira, defendeu na última semana, em Curitiba, maior espaço nas universidades para o ensino de técnicas de interrogatório. Segundo Oliveira, o advogado que muitas vezes tem que extrair a verdade de testemunhas em interrogatórios acaba sendo mal sucedido, em razão de nunca ter recebido nenhuma teoria profunda sobre o assunto.
Oliveira reclama, que poucas universidades ou faculdades tenham investido na criação de tal disciplina, que poderia dar aos advogados iniciantes habilidade para ‘‘camuflar a pergunta com armadilhas pscicológicas para tirar a verdade’’. Para o magistrado, outro fator que prejudica o aprendizado das técnicas de interrogatório é o fato dos advogados mais velhos não gostarem de repassar as técnicas de seu conhecimento aos profissionais iniciantes. ‘‘São poucas as regras de interrogatório em livros didáticos e aquelas conhecidas por advogados antigos são guardadas como verdadeiros segredos de foro’’, disse.
Esta deficiência acabou incentivando Eudes de Oliveira a lançar no ano passado o livro ‘‘Técnica do Interrogatório’’, que já vendeu 12 mil exemplares em quatro edições. O livro possui 164 páginas em que o juiz aposentado procura passar a malícia adquirida em 35 anos de magistratura e advocacia.
O livro também instrui sobre as diversas formas de se perceber perguntas irregulares em interrogatórios, para a proteção do interesse do cliente. A obra possui um trecho com análises de interrogatórios famosos como os de Joana D‘arc, Galileu Galilei e o Casal Rosemberg. Em Curitiba, a publicação pode ser encontrada na Livraria do Chaim.

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