Ensino fundamental tem 54% de repetência
Belo Horizonte Os programas de aceleração de aprendizagem, aprovados desde 1996 pelo MEC (Ministério da Educação), ainda não conseguiram reduzir o elevado número de alunos repetentes. O assunto foi debatido no Encontro Nacional de Aceleração de Aprendizagem, promovido ontem em Belo Horizonte pela Prefeitura Municipal e por organizações não-governamentais. Dados divulgados durante o encontro mostram que, segundo levantamento de 1996 do MEC, 54% dos alunos do ensino fundamental (primeiro grau) da rede pública não estão cursando a série em que deveriam estar matriculados de acordo com sua idade. Isso representa 16 milhões de estudantes, o que resulta em gasto extra de R$ 4,5 bilhões pelo governo federal. A consultora educacional Solange Carli calcula que esses recursos seriam suficientes para a criação de 7,5 milhões de vagas na rede pública de ensino. Os palestrantes do encontro defenderam os programas de aceleração como um método que vem permitindo aos alunos recuperar o tempo perdido melhorando sua capacidade de aprendizagem, embora eles ainda estejam restritos a alguns Estados como São Paulo e Minas Gerais. Pelos programas, durante um ano, o aluno repetente é matriculado em uma classe especial, onde recebe um conteúdo multidisciplinar junto com estímulos ao desenvolvimento de sua capacidade de aprender. Ao final do ano, ele é promovido para a classe onde deveria estar.

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