Ensino de Inglês esbarra na falta de legislação
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sábado, 27 de abril de 2013
Lucio Flávio Cruz<br> Reportagem Local 
Londrina O aprendizado de uma língua estrangeira é fundamental na formação de qualquer criança. Em Londrina, o ensino de inglês na rede pública municipal esbarra na falta de uma lei que regulamente a disciplina e com condições pedagógicas específicas para que as aulas atendam a todos os alunos.
Apenas 33 das 83 escolas municipais oferecem a disciplina. Cerca de 11 mil alunos, da educação infantil ao quinto ano, da zona urbana e rural, estudam inglês uma vez por semana. Ontem na Universidade Estadual de Londrina (UEL), o 1º Encontro de Professores de Inglês para Crianças reuniu professores de língua inglesa que atuam no ensino infantil e fundamental para a discussão de temas relacionados à área.
"Existe uma pressão grande para se aprender inglês, mas é preciso criar condições para isso. Como a regulamentação de uma lei, a contratação de professores, recursos didáticos e condições pedagógicas", apontou a professora Telma Nunes Gimenez, do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas (LEM) da UEL.
A professora coordena o projeto de extensão "Construindo o currículo de Língua Inglesa para as escolas de Londrina", que conta com a participação de gestores da educação municipal e estadual, professores e estudantes do curso de Letras. "Procuramos pensar a continuidade deste ensino. É necessário haver uma integração entre município e Estado. O que acontece é que hoje o aluno sai do quinto ano e no sexto vai aprender tudo aquilo que ele já viu no ensino fundamental. Isso desmotiva", ressaltou Telma Nunes.
O município oferece a disciplina de inglês por meio do projeto Londrina Global, iniciado em 2008 com cinco mil alunos. A grande dificuldade para a expansão do ensino é a falta de docentes. "Há um planejamento a médio e longo prazos para a contratação de novos professores. Hoje apenas 39 professores atuam com esta disciplina na rede municipal", explicou Jozélia Jane Tanaca, assessora técnico pedagógica da Secretaria Municipal de Educação. "Apesar de ser apenas uma aula por semana e das nossas dificuldades os resultados aparecem. Pesquisas nossas apontam que os alunos chegam no sexto ano com muito conhecimento. Os professores também atestam este crescimento".
A professora de inglês da Escola Municipal Cecília Hermínia Gonçalves, no Jardim Sabará, zona oeste, Telma Andrade, acredita que o aprendizado de um novo idioma diminui as fronteiras e promove a troca de experiências. "No mundo global as distâncias não existem mais. Falar uma nova língua contribuiu para uma expansão cultural destas crianças", frisou. "O que eu mais gosto é aprender músicas e palavras novas. Sei que isso vai me ajudar quando eu crescer", contou a estudante do quarto ano Giovana Siebri, de nove anos.


