Rio, 17 (AE) - Na próxima quinta-feira, o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio, Wagner Victer, e o presidente da norte-americana Enron no Brasil, Diomedes Christodoulou, têm uma nova reunião para discutir a construção de uma usina termoelétrica na Baixada Fluminense. Se a usina for viável, afirmou Victer, deverá gerar 700 megawatts e custará cerca de US$ 700 milhões.
A termoelétrica pode ser instalada perto do gasoduto Rio-São Paulo, que "ficou subutilizado com o gás transportado pelo gasoduto Bolívia-Brasil", disse o secretário. Mas, por enquanto
a Enron ainda estuda a viabilidade do projeto. Segundo Victer, é preciso que se tenha uma condição de gás favorável. Ou seja: preço e quantidade. Um técnico da secretaria está trabalhando com a Enron nos estudos ambientais.
A Enron é sócia da espanhola Iberdrola na CEG e na Riogás, que vendem gás, respectivamente, para a região metropolitana e o interior do Rio. "Com a nova termoelétrica, a empresa eliminaria a margem da distribuidora e garantiria cotas", explicou Victer.
Uma outra termoelétrica está sendo avaliada pelo governo, mas Victer preferiu não dar mais detalhes. Na semana passada, o governo estadual assinou convênios para a construção de uma termoelétrica em Rio das Ostras (região dos Lagos) e uma na Baixada, próxima à Refinaria Duque de Caxias (Reduc).
O secretário refutou novamente a equalização dos preços do gás da Bacia de Campos aos preços internacionais. Para ele, a equalização é discriminação com o Rio e com Estados como Espírito Santo e Minas Gerais, que recebiam gás de origem nacional.
Gás natural - Victer afirmou que no primeiro trimestre de 2000 devem começar as obras do Pólo de Gás Natural em Cabiúnas (norte fluminense) para preparar o gás de Campos para o Pólo Gás Químico e as usinas termoelétricas. O investimento deve ficar próximo de US$ 600 milhões.
Segundo o secretário, o presidente da Petrobrás, Henri-Philippe Reichstul, confirmou na quinta-feira passada que a trading Mitsui e o Eximbank japonês aprovaram financiamento para o projeto. Além do pólo de gás natural, pode ser construído um gasoduto para transportar o gás de Cabiúnas para a Reduc, com 160 quilômetros de extensão.

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