‘‘A estrada é nossa vida, então foi péssimo, como se tivessem tirado o pão da gente. Já coloquei anúncio no rádio para vender, mas quem vai querer comprar um local falido? Antigamente, a oficina socorria cerca de 30 veículos por dia, mas hoje conserta menos de dez automóveis diariamente’’. Casal Natal Liczbinski, 50, e Zilda Ribeiro Liczbinski, 48, proprietários da Auto Mecânica Natal, em Serranópolis.

O movimento, fruto dos veículos que passavam na estrada, era ótimo. Vendia 100 mil litros de combustível por mês. Hoje, sofro para vender 60 mil litros. Agora, diminuí o antedimento em uma hora e só abro até ao meio-dia aos domingos e fecho o posto nos feriados’’. Aurélio Piacentini, 45, dono do Posto Piacentini, em Serranópolis.

‘‘Prefeitos, deputados e Aipopec nos ludibriaram. Fomos incentivados a investir na região, mas depois que a estada fechou, ninguém lembrou do povo. Vivemos numa miséria, fome e desemprego. Não sou contra o meio ambiente, mas talvez o Ibama pudesse desenvolver trilhas ecológicos na região’’. Sônia de Fátima Possan, 27, dono do Restaurante Panorama do Iguaçu, fechado há um ano, em Capananema.

‘‘O Porto Moisés Lupion (onde atracava a balsa que fazia travessia do Rio Iguaçu), tinha 90 famílias. Esse número caiu para 30. O pessoal foi embora para cidades da região e outros estados’’. Luis Moares, 39, ex-comerciante em Capanema.

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