Agência EstadoSolo brasileiroDepois de quase sete meses vivendo em cativeiro na Colômbia, os trabalhadores desembarcam no Brasil, sorridentes Os engenheiros brasileiros Eduardo Batista Resende Costa e Demétrio Mendonça Duarte, que ficaram quase sete meses em cativeiro na Colômbia, chegaram por volta das 4 horas de ontem no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. Exaustos, eles mal conversaram com a imprensa. Costa e Duarte foram recebidos por parentes, amigos e pelo diretor da construtora Andrade Gutierrez na América Latina, Luís de Barros - que voltou a desmentir pagamento de resgate. Os engenheiros disseram que darão uma entrevista coletiva, a ser marcada pela construtora.
Duarte viajou com a família para um sítio perto de Belo Horizonte. Costa teria seguido para Juiz de Fora, onde mora com a família. Os dois engenheiros receberam licença por tempo indeterminado da Andrade Gutierrez. Eles só voltam ao trabalho quando se considerarem em condições.
Os engenheiros, demonstrando cansaço, disseram que passaram fome no cativeiro mas estão bem de saúde. Apesar de a construtora se recusar a falar sobre resgate, segundo informações divulgadas pela imprensa colombiana a empresa mineira pagou US$ 400 mil pela libertação de Duarte e Costa. O resgate pedido pelos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARCS), a princípio, teria sido de US$ 1 milhão.
Os engenheiros falaram por telefone com o presidente Fernando Henrique Cardoso. De acordo com nota divulgada pelo Itamaraty, os engenheiros entraram em contato com o presidente para ‘‘expressar seus agradecimentos pelo empenho do governo brasileiro por sua libertação’’.
Depois de libertados, os dois passaram o dia na residência do embaixador brasileiro em Bogotá, capital colombiana. Seu retorno ao Brasil estava previsto para as 18 horas de ontem (hora de Brasília), em avião da própria construtora. Embora a libertação tenha ocorrido na madrugada, só no final da tarde de ontem o Itamaraty divulgou o comunicado oficial.
Costa e Duarte foram sequestrados no dia 14 de agosto do ano passado, quando trabalhavam numa obra da construtora Andrade Gutierrez na estrada que liga a cidade de Villavicêncio a Bogotá, capital da Colômbia. Eles só foram libertados na noite da última sexta-feira.
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