Otávio Magalhães/Agência Estado
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ProvaO presidente do Crea-RJ, José Chacon de Assis, exibe a notificação de engenheiro da Sersan que defendia o reaproveitamento do Palace II, implodido no último dia 28 Quatro engenheiros convocados pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio (Crea-RJ) para prestar esclarecimentos sobre o desabamento do edifício Palace II não foram ontem ao órgão. O depoimento mais esperado era de Sérgio Murilo Domingues, diretor-técnico da Sersan, que alegou, por meio de seu advogado, Ivan Vazques, que não soube da convocação do Crea por estar passando uns dias ‘‘fora do Rio’’.
A audiência de ontem no Conselho serviria para os engenheiros apresentarem suas defesas no processo aberto no órgão para apurar as responsabilidades pelo desabamento. Os outros três engenheiros que faltaram à audiência foram Euler Magalhães da Rocha e José Celso Cunha - eles assinaram laudo divulgado meia hora antes do segundo desabamento parcial do prédio dizendo que o Palace II não precisaria ser implodido, pois as estruturas do prédio não estavam comprometidas - e José Roberto Shendes, responsável pelo cálculo estrutural.
Rocha enviou comunicado, por meio de um dos advogados da Sersan, Climério Alexandrino de Alencar, alegando que só recebeu a notificação sobre a audiência anteontem. Além disso, no comunicado o engenheiro diz que já prestou esclarecimentos sobre o episódio ao conselho da categoria em Minas Gerais (Crea-MG), mesmo motivo alegado por Cunha. José Roberto Shendes comunicou ao órgão que não poderia comparecer por motivos pessoais.
O presidente do Crea-RJ, José Chacon de Assis, disse que o não-comparecimento dos engenheiros à audiência não prejudicará o andamento do processo, que deve ser concluído em dois meses. ‘‘Quem fica prejudicado é o próprio profissional, que não usou seu direito de defesa’’, afirmou Chacon. ‘‘Parece até que eles não têm o que explicar e estão admitindo a culpa.’ Ele explicou que agora os engenheiros serão representados no processo por defensores dativos, escolhidos entre conselheiros do órgão.
Cobrança - Ex-moradores do edifício Palace II, continuam a receber cobranças de prestações de seus apartamentos. A denúncia foi feita ontem pela ex-moradora Alice de Moraes Carlos da Silva, que recebeu na semana passada duas promissórias no valor de R$ 1,3 mil, embora tenha quitado o imóvel.
A ex-moradora disse que, desde 30 de novembro de 97, quando pagou todas as prestações do imóvel, havia pedido à Sersan a devolução das promissórias. ‘‘Eles falavam que elas estavam em Brasília, que iam chegar, mas nunca me entregaram.’
A direção da Sersan e da Matersan tomou conhecimento do problema e informou que as cobranças ‘‘não devem ser consideradas’’, em nota a ser publicada hoje nos jornais do Rio. A Sersan também publica outra nota avisando que, a partir de amanhã, os moradores do Palace II podem procurar apartamentos com aluguel de até R$ 1 mil para se alojar durante três meses. A Sersan promete assumir as despesas.

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