Engenheiros dizem que não podiam parar produção
Na época do acidente com a plataforma da Petrobras, a coordenação da P-36 estava sendo dividida entre os engenheiros Paulo Viana e Hélio Galvão.
Viana, que também depôs na delegacia de Macaé, afirmou que o defeito apontado no boletim diário de produção do equipamento não exigia uma parada imediata das operações. Tudo o que era possível foi feito com competência e não era o caso de parar a produção, disse o engenheiro à imprensa, enquanto saía rapidamente da delegacia.
O delegado, no entanto, disse que esses argumentos não descartam a hipótese de negligência. Estamos apurando um crime culposo. Para que este tipo de crime ocorra é necessário que alguém tenha se descuidado de questões de segurança na plataforma, declarou. Com relação à retirada dos boletins que apontavam os problemas da P-36 do sistema da rede interna na Petrobras, Bellot explicou que resolveu ocultá-los para preservar os documentos para as investigações. Esta questão ainda precisa ser bem examinada para saber se, de alguma maneira, esta atitude pode ter prejudicado o trabalho de salvamento da plataforma, comentou o delegado.
Carvalho disse que os depoimentos tomados ontem o levam a trabalhar, também, com a hipótese de o acidente com a P-36 ter sido causado por uma falha no projeto da plataforma. Pelas explicações, não deveria haver gás naquela coluna, portanto, se havia gás, isso pode ser um erro de projeto, declarou o policial. Carvalho explicou que pretende ouvir técnicos da Marítima Engenharia, a empresa responsável pelo projeto da P-36. Existe a possibilidade até de ser intimado para depor o dono da Marítima, German Efromovich. (Agencia Estado)





