Engenheiro pode ser quinta vítima do PR
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quinta-feira, 19 de julho de 2007
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Mais um paranaense pode estar entre as vítimas do acidente com o avião da TAM ocorrido terça-feira, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O engenheiro Gustavo Pereira Rodrigues, 23 anos, natural de Carambeí, na região dos Campos Gerais, estaria participando de uma reunião no prédio da TAM Express no momento em que a aeronave se chocou contra o edifício. Seu nome ainda não aparece nas listas de vítimas da tragédia, mas desde o acidente familiares e a empresa para qual ele trabalha não conseguem contato com o rapaz.
Formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), uma das faculdades de engenharia mais bem conceituadas do Brasil, Rodrigues trabalhava na filial paulista da multinacional Bain & Company, escritório que presta consultoria estratégica para grandes empresas. A assessoria de imprensa da Bain confirmou ontem que, no dia do acidente, o engenheiro saiu do escritório para participar de uma reunião na TAM Express.
A multinacional, no entanto, afirmou que não tinha a confirmação de que Rodrigues realmente estava no prédio. Apesar de admitir que desde então não conseguiu mais contato com o engenheiro, a empresa afirmou que, em respeito à família do rapaz, só vai se manifestar sobre o assunto depois que o paranaense for encontrado. Os pais de Rodrigues, que moram em Carambeí, viajaram para São Paulo na quarta-feira, ainda com a esperança de que o rapaz esteja internado em algum hospital da capital paulista.
Caso seja confirmado que Rodrigues é mais uma vítima da tragédia em Congonhas, ele será o quinto paranaense entre os mais de 180 mortos no acidente. Já foram confirmadas as mortes do auditor contábil José Antônio Lima da Luz, 60 anos, morador de Londrina; do engenheiro maringaense Heurico Hiroshi Tomita, 51 anos; do executivo curitibano Roberto Weiss Junior, 38 anos; e da também curitibana Soraya Charara, 42 anos. Mãe de três filhos, Soraya morava no Rio Grande do Sul há 30 anos, cursava o último ano da faculdade de Direito e trabalhava em um escritório de advocacia em Porto Alegre.


