Engenheiro não acompanhou reforma do Tona Galea
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sexta-feira, 02 de maio de 2003
Agência Estado 
Rio - O engenheiro naval Cícero Augusto Penteado de Brito Vianna, que assinou dois relatórios relativos ao arqueamento do casco do Tona Galea e à capacidade máxima de passageiros da embarcação, prestou depoimento ontem na 126 Delegacia Policial de Cabo Frio. O engenheiro admitiu ao delegado José Omena não ter vistoriado a reforma do barco, que naufragou em Cabo Frio, na Semana Santa, matando 15 pessoas.
Vianna argumentou que, se houvesse algum problema nos relatórios, a falha deveria ter sido detectada pela Capitania dos Portos, responsável pela autorização para o Tona Galea navegar. O engenheiro disse que os documentos referem-se a uma embarcação de madeira, mas o casco do Tona Galea foi revestido com fibra de vidro, o que altera seu comportamento na água e exige novos cálculos.
De acordo com o delegado, caso o laudo das perícias realizadas na embarcação indique erro de cálculo como uma das causas do naufrágio, o engenheiro poderá responder por homicídio culposo. Omena afirmou não ter competência para responsabilizar a Capitania dos Portos. A investigação sobre a atuação da Marinha deve ocorrer no âmbito federal.
Omena disse que o engenheiro admitiu ter assinado cálculos em projetos de outras embarcações, mas disse ao policial não se lembrar quais.


