O engenheiro responsável pela reconstrução da ponte, Raul Ozório de Almeida, da empresa Roca Engenharia, responde a cada um dos questionamentos levantados. O aço original da ponte, belga e feito em 1880, diz ele, hoje não é mais fabricado. ''Ele tem problemas técnicos que não são mais aceitos hoje. Foi usado um aço com características estruturais superiores'', afirma. O uso de rebites para fixação do aço também não é mais utilizado, segundo o engenheiro, uma vez que a solda é uma forma mais segura de construção.
''Estávamos com um doente na UTI. Era preciso garantir a saúde dele agindo rápido, respeitando a integridade da obra e a segurança dos operários'', diz, referindo-se à opção em usar um reforço em volta de um dos apoios da ponte.
No acidente, conta Almeida, toda estrutura da ponte ficou apoiada sobre o arco. A parte mais afetada foi essa ''perna'' direita do arco. Com 54 centímetros de largura, ela entortou 52 centímetros para o lado, e ainda ficou com oito metros de vagões pendurado nela.
''Tínhamos que tirar o peso sobre o arco o mais rápido posível ou a ponte toda poderia cair'', explica. Ele conta que foram estudadas outras opções para a recuperação da perna, mas todas se mostraram mais demoradas e com mais riscos de danos ao meio ambiente.(M.G.)

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