O engenheiro Leovi Antônio Carísio entrou na Justiça Federal, em Belo Horizonte, com uma ação contra a União exigindo indenização por danos morais e patrimoniais no valor de R$ 2,79 milhões. O engenheiro afirma que foi torturado no início da década de 70, quando era militante do movimento guerrilheiro Colina/VAR-Palmares - movimento que se opunha ao regime militar vigente na época.
Carísio ficou preso durante dois anos e cinco meses e afirma ter passado por diversas sessões de tortura comandadas, principalmente, pelo ex-tenente da 12ª Infantaria do Exército Marcelo Paixão de Araújo, 51 anos. Carísio resolveu entrar na Justiça após ler a reportagem da revista ‘‘Veja’’, de dezembro do ano passado, em que o ex-tenente confessou ter torturado cerca de 30 presos políticos no final da década de 60 e início da década de 70.

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