Cambé – Para o engenheiro civil Valter Fanini, assessor de Políticas Pública do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR), as passarelas tradicionais são "pouco práticas e horrorosas do ponto de vista arquitetônico e urbanístico". Ele acredita que as passagens subterrâneas ou inferiores trariam mais conforto para os usuários e melhorariam o visual das cidades.
"As passarelas são pouco utilizadas porque não trazem conforto. Imagine um idoso ter que subir seis metros de rampas ou degraus? Um ciclista vai colocar a bicicleta nas costas para subir tudo isso? Além de tudo elas são muita feias", alfinetou.
Segundo Fanini, duas passagens inferiores estão sendo construídas na Avenida das Torres, em Curitiba, por meio de um projeto do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. Ele explica que as passagens subterrâneas precisam ser adequadas à topografia do local e que o ideal é que as pessoas não precisem subir nem descer.
"Estes espaços precisam ser projetados sobre o aspecto de urbanistas e arquitetos e não só de engenheiros. Para serem atrativos às pessoas eles terão que ter um bom paisagismo, além de iluminação e câmeras de segurança. Dependendo do fluxo pode-se pensar em colocar comércio no espaço ou algum equipamento público", declarou.
Segundo Valter Fanini, a diferença entre os custos das duas estruturas é "muito pequena". "O preço não muda quase nada. É preciso pensar em alternativas porque estas passarelas tradicionais são uma tragédia", completou.(L.F.C.)

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