São Paulo, 12 (AE) - A polícia apreendeu, ontem, 80 quilos de cocaína em São Paulo e prendeu em flagrante o engenheiro industrial colombiano Isak Anchislawsky Caracuschansky, de 40 anos. A droga saiu da Colômbia, foi para a Venezuela e, depois, ia seguir de navio para Nova York, no Estados Unidos. Lá, cada quilo seria vendido por cerca de US$ 20 mil. Essa é a maior apreensão de cocaína do ano no Estado.
Subgerente de um empresa de importação e exportação, o acusado estava no Brasil desde julho. Ele não quis prestar depoimento nem dar entrevista. Conforme a 2.ª Delegacia do Departamento Estadual de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc)
o engenheiro estava usando, no Brasil, o nome falso Luis Enrique Nieto, um venezuelano. Com esse nome, ele estava hospedado no flat Palais Royal, na Rua Vitoantonio Del Vecchio, na Mooca, zona leste, onde foi detido pelos policiais.
A ação da polícia começou após denúncia anônima. Ontem, os policiais da delegacia foram ao flat. O acusado não estava e eles ficaram esperando. Pouco depois, o engenheiro chegou em um táxi. O quarto do acusado foi revistado. No local, foi apreendido um grande número de comprovantes de operações financeiras feitas por meio do Banco do Brasil - a polícia vai rastrear esses dados. Para a polícia, como foram feitas com o nome falso do engenheiro, as operações podem revelar novos contatos da quadrilha que estava enviando a droga para os EUA.
Com o acusado, os policiais acharam um cartão de apresentação em nome de G.B. Import e Export, com sede na Rua Marquês de Valença, na Mooca. No depósito da empresa, os policiais revistaram 51 tambores com polpa de fruta. Doze deles tinham fundo falso e abrigavam um total de 15 tijolos de cocaína envoltos em borracha. Na mesma embalagem, a droga havia vindo de navio da Venezuela em barris de graxa importados daquele país pela G.B. Com o nome falso de Nieto, foi achado o cartão de visitas como se fosse funcionário da Venegrass, empresa de graxa venezuelana da cidade de Carabobo.