Apesar dos momentos de dificuldade relatados por Diego Archetti, de 20 anos, existia uma motivação que alimentava os soldados. Segundo ele, o trabalho no Haiti era marcado por um stress muito forte, devido às condições precárias e miseráveis do país e somente o espírito de companherismo amenizava a situação. ''Por isso, rever minha família está sendo muito emocionante. Nada se compara ao sentimento de poder estar em casa'', comentou Archetti, que foi recepcionado pela irmã, pai, amigos e pela mãe Lourdes, que nem conseguiu dormir de tanta ansiedade. ''Não via a hora de ver meu filho'', contou.
A família Lemes também estava ansiosa pela chegada de Bruno, de 21 anos. Uniformizados com uma camiseta estampada com a foto do soldado, pais, amigos e namorada não continham a emoção. E o que se viu quando Bruno desceu do ônibus foi muita gritaria e lágrimas. O avô Angelino, de 66 anos, confessou que desde que o neto saiu em missão, chorou muito de saudade. ''Sou muito grudado com ele e estou orgulhoso. Hoje, vai ser só festa em casa'', disse.
Surpreso com a recepção da família, Bruno só conseguia retribuir o carinho com muitos abraços. ''Só posso dizer que estou feliz em voltar e muito mais, por saber que cumpri meu dever'', contou.

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