São Paulo - Cada vez mais brasileiros se tornam adeptos das bebidas que prometem oferecer uma dose extra de disposição. Tanto baladeiros quanto estudantes e esportistas do País estão seguindo a tendência já vista no Canadá e nos Estados Unidos, fato comprovado por dados da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (Abir).
Nos últimos cinco anos, o consumo interno de bebidas energéticas subiu 324%. No ranking de bebidas mais consumidas, após a explosão dos energéticos, aparecem sucos, com aumento de 53% na procura. Entre as razões para o sucesso do energético estão o aumento do poder de compra da população e a disposição da nova classe média brasileira de experimentar e manter o produto sempre nas listas de compra.
Em Londrina, não é difícil encontrar adeptos dos energéticos. É o caso de Wesley Aparecido, 18 anos, para quem a maior vantagem da bebida é que ela dá mais gás. ''Tomo normalmente quando vou sair para alguma festa, aí acabo misturando com bebida alcóolica'', confessa.
Estudante de fisioterapia, Rafael Leocadio também é adepto. ''Antes de jogar basquete eu sempre tomo, além das baladas também'', declara. Ele garante que escolhe bem a marca do produto, até porque o efeito nem sempre é parecido. ''Tem uns que não fazem efeito, mas quando tomo outros eu não consigo nem dormir depois, fico muito acelerado'', relata.
Já Elaine Alves de Paula, moradora da Área Central, começou a tomar energéticos por recomendação do marido. ''De vez em quando ele trabalha à noite e usa a bebida para se manter ligado. No meu caso eu tomei por um tempo antes de ir para a academia, mas não senti tanta diferença'', disse.
Apesar da clientela fiel, outro fator que pode ter contribuído para o crescimento é o fato de o consumo em si ainda ser relativamente pequeno, 87 milhões de litros por ano, enquanto ao todo 72 bilhões de litros de bebidas dos mais variados tipos são ingeridos no País.(Com Agência Graffo)

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