A endoscopia não serve só para a visualização de um problema, mas também para o tratamento de patologias.
O método é usado para diagnosticar tumor de esôfago, hérnias de hiato, varizes esofágicas, esofagite, tumores no estômago, gastrite, úlceras gástricas e duodenais, causas de dores e anemias e dificuldade de digestão. A endoscopia ainda ajuda na retirada de corpos estranhos engolidos por crianças, ou mesmo por adultos, em alguns casos.
‘‘Em uma úlcera hemorrágica, por exemplo, (com a endoscopia) é possível localizar o vaso e estancar o sangue’’, explica o gastroenterologista Roberto Menoli, de Londrina. Existem ainda equipamentos que ultrapassam o duodeno e conseguem fazer uma abordagem do sistema biliar, local de sede de algumas afecções.
‘‘Para se ter uma idéia do potencial da endoscopia hoje, se tenho um cálculo encravado aqui (região de confluência entre duodeno, via biliar e via pancreática) antigamente precisava de uma cirurgia para retirá-lo. Hoje, consigo chegar aqui, retiro o cálculo, coagulo, tudo isso, sem a necessidade de cirurgias abertas’’, exemplifica. O maior risco da endoscopia, segundo o médico, não é pelo exame em si, mas ‘‘pela sedação’’.
Já a colonoscopia auxilia no diagnóstico de colites, doenças inflamatórias, diverticulites, pólipos e tumores. No intestino grosso, a colonoscopia permite localizar e retirar pólipos, lesões muitas vezes pré-cancerígenas. (C.P.)

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