Pacientes que sofrem de asma moderada a grave e não respondem ao tratamento padrão poderão se beneficiar com uma nova terapia - a termoplastia brônquica, uma espécie de endoscopia. A diretora do serviço de endoscopia respiratória da disciplina de cirurgia torácica do Incor de São Paulo, Viviane Rossi Figueiredo, acompanha as novidades na área e ministrou palestra sobre o assunto durante o 5º Congresso Sul Brasileiro de Cirurgia Torácica, em Londrina, no mês de maio.
A novidade ainda não está disponível no Brasil, mas já foi aprovada pelo FDA (órgão americano de controle de medicamentos) e deverá começar a ser utilizada nos Estados Unidos ainda este ano. Segundo Viviane, pesquisas multicêntricas, feitas em vários países, inclusive no Brasil (na Santa Casa de Porto Alegre), mostraram resultados positivos do procedimento. ''A tendência, hoje, é buscar saídas de tratamentos que melhorem a qualidade de vida, com menos risco, menos complicações e menos desconforto. Quanto menos invasivo, melhor para o paciente'', aponta.
A asma, explica a médica, é uma doença crônica que acomete crianças e adultos e tem graduação variada, ou seja, pode apresentar desde sintomas leves até graves, que, às vezes, não melhoram com o tratamento. ''Há pacientes que tem crises graves que precisam de internação hospitalar, inclusive em UTIs (unidades de terapia intensiva)'', afirma.
A doença se caracteriza pelo 'estrangulamento' dos brônquios por fibras musculares, o que causa falta de ar. Na pessoa sem asma, as fibras são responsáveis justamente por movimentar e dar elasticidade a essa região do pulmão. A ação dos medicamentos usados no tratamento é relaxar essa musculatura.
Com o novo tratamento, um cateter é introduzido no pulmão, com um equipamento na extremidade parecido com uma 'rede', que gera ondas de radiofrequência. Isso causa uma leve inflamação na musculatura e a longo prazo as fibras que 'estrangulavam' os brônquios vão diminuindo de tamanho até desaparecer. O procedimento, explica Viviane, é usado como exame de rotina para diagnóstico de tuberculose e de câncer, e para o tratamento de tumores, com a diferença que a radiofrequência é mais forte.
As pesquisas estudaram pacientes com asma moderada a grave que receberam o tratamento padrão, mas não responderam aos medicamentos. Eles foram divididos em dois grupos, mas apenas um passou pela termoplastia, sem que o paciente soubesse se tinha ou não passado pelo procedimento. Os resultados mostram que houve melhora da qualidade de vida, redução no número de crises que levavam à internação hospitalar, e diminuição dos dias de internação.
O tratamento, porém, deve ter indicação médica precisa, já que tem seus riscos. Durante o procedimento, 20% dos pesquisados tiveram tosse, 12% dispneia (falta de ar), 10% crise de broncoespasmo e 9% febre.


Dicas para a higiene
ambiental:
Forrar colchões e travesseiros (principais focos de ácaros) com capas especiais antiácaros
Manter a casa e, principalmente o quarto, limpos e arejados. Evitar bichinhos de pelúcia, almofadas e cortinas pesadas, pois acumulam pó e são mais difíceis de serem lavados
Lavar blusas de lã, casacos e jaquetas que estejam no armário há meses, antes de utilizá-los
Evitar o uso de espanador para remover o pó dos móveis, uma vez que ele apenas muda o pó de lugar. Prefira um pano úmido
Lavar as narinas com água do mar estéril é boa medida contra a rinite


Entenda como as vias aéreas funcionam:
As vias aéreas superiores são formadas por nariz, boca, faringe, laringe, seios da face e traqueia, que se divide nos brônquios direito e esquerdo
As vias aéreas sadias ajudam no transporte de oxigênio para as células do corpo e recolhem o gás carbônico produzido durante a respiração
Na asma, as vias aéreas estão cronicamente inflamadas. Isso significa que seu revestimento interno está frequentemente avermelhado e excessivamente sensível
Durante a crise de asma, os músculos que envolvem as vias aéreas se contraem, limitando o fluxo de ar. A produção de muco pode torná-las mais inflamadas e obstruídas


Tratamento envolve três linhas de ação:
Controle do ambiente, para reduzir exposição aos alérgenos desencadeantes da crise
Tratamento medicamentoso, para evitar que sintomas se manifestem
Educação de pacientes, familiares e profissionais de saúde, para ensiná-los a lidar adequadamente com a doença


Atenção:
No inverno, a atenção com a limpeza do ambiente precisa ser redobrada, pois é neste período que as principais crises acontecem
Crie uma rotina para manter o espaço de quem é alérgico isento de poeiras, ácaros e outros componentes alérgenos.
Utilize produtos de limpeza mais suaves e efetivos na eliminação dessas ameaças


Fatores desencadeantes:
Poluição do ar
Ácaros
Poeira doméstica
Pelos de animais
Odores fortes
Fumaça de cigarro
Infecções virais
Mudanças de temperatura
Exercício físico
Estresse e emoções

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