Endemias implanta bloqueio mais veloz
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - O bloqueio de regiões onde são detectados casos suspeitos de dengue, uma das principais ações para impedir a proliferação da doença, são feitos de maneira mais veloz pelos agentes de endemias de Londrina. Agora, os funcionários responsáveis pela fiscalização dos imóveis comunicam a Secretaria Municipal de Saúde imediatamente, por telefone. Com isso, a aplicação do fumacê, que mata as larvas do Aedes aegypti, pode ser feita no mesmo dia. Antes, o bloqueio era feito em até 24 horas.
De acordo com o Setor de Endemias, 87 suspeitas foram notificadas este ano em Londrina. Até agora, nenhum caso foi confirmado. Segundo o coordenador Elson Belisário, no ano passado, nesta mesma época do ano, o órgão havia contabilizado 234 notificações e dois casos tinham sido confirmados.
Em 2012, Londrina teve 98 casos confirmados (78 autóctones e 20 importados)e 2.972 notificações de suspeitas. "Estes números ainda podem aumentar porque ainda há 276 casos sendo analisados", ressalvou.
O novo Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa)de Londrina será divulgado na quinta-feira. De acordo com Belisário, "a percepção dos agentes é de que o índice predial tem aumentado na cidade".
Outra medida estudada pelo Setor de Endemias é a punição de beneficiários do programa Bolsa Família que não tomem as medidas necessárias para evitar a formação de focos do mosquito. "Seriam medidas de penalização para aqueles que não realizam o controle adequadamente. Não seria necessariamente cortar o benefício, mas aplicar algumas penalidades", adiantou. A ideia será debatida pelo Comitê Municipal de Combate e Controle à Dengue.
Hoje proprietários de imóveis onde são encontrados focos da doença podem ser multados. O valor varia de R$ 160 a R$ 170 mil.
Sobre os casos de contaminação com a dengue do tipo 4 em municípios próximos como Maringá e Paranavaí, Belisário destaca que o trabalho deve ser realizado "da mesma forma que vem sendo realizado até agora". "Se acontecer aqui, temos que fazer o isolamento rapidamente", declarou.


