Encosta da ponte na BR-116 sofre deslizamentos
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quinta-feira, 03 de fevereiro de 2005
Folhapress 
Curitiba - Novos deslizamentos de terra ocorreram ontem na encosta onde fica parte da ponte que caiu na BR-116, em Campina Grande do Sul. A fenda aumentou em dois metros. A movimentação de terra também provocou erosão no acostamento da pista que passou a absorver o tráfego em mão dupla. As rachaduras se estenderam ao asfalto da estrada, que trincou.
O DNIT (Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes) estuda interromper o tráfego ou limitá-lo à meia pista se a movimentação de terra continuar ou se voltar a chover forte na região. O órgão informou que a estrutura da ponte não foi abalada pelos deslizamentos.
A previsão do Simpear (Sistema Meteorológico do Paraná) para os próximos dias é de pancadas de chuva na região da ponte hoje. A intensidade esperada é ''leve'', segundo o meteorologista Marcelo Brauer. O tempo permanecerá nublado no final de semana, mas não deve chover, informou Brauer.
O engenheiro Ronaldo Jares, chefe da unidade do DNIT que administra o trecho da BR-116 onde ocorreu o acidente, disse que, ''aqueles que não precisam necessariamente transitar pela rodovia, devem procurar rotas alternativas'', mesmo com o trecho em operação. A finalidade, segundo ele, é evitar ficar preso num engarrafamento se o trânsito for interrompido nos próximos dias.
Jares disse que a preocupação maior é com o período de Carnaval, na semana que vem. O fluxo de veículos na Régis Bittencourt (BR-116), entre o Paraná e São Paulo, sobe em períodos de feriado de 500 para 800 por hora, segundo a Polícia Rodoviária Federal.
Questionado se não era o DNIT quem deveria encontrar uma solução, no lugar de pedir aos motoristas para não viajar mais, Jares respondeu que as obras de contenção da encosta atrasaram (deveriam ter começado há três dias) por causa do transporte e instalação dos equipamentos usados na obra. ''Pedimos paciência e compreensão, pois estamos fazendo tudo o que está a nosso alcance.''
A encosta de terra irá receber barras de ferro que serão preenchidas com concreto. Cerca de 80 barras serão introduzidas no solo para tentar impedir que a terra continue se movimentando.
Geólogos da Universidade Federal do Paraná estão monitorando a movimentação na encosta. ''Ainda há muita água no solo, o que deixa a terra mole e em movimento'', declarou Jares.
Há registro diário de ocorrência de garoa fina no trecho do acidente, principalmente no período da noite, o que impede a evaporação da água que se encontra no solo.


