São Paulo, 19 (AE) - O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, aprovou o encontro de ontem (18) entre o presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) para discutir a pobreza no País. Segundo ele, o encontro foi saudável. "É óbvio que tem uma variável de oportunismo, mas o despreendimento dos dois é louvável", avaliou. Piva elogiou o fato de o tema da pobreza ter tornado-se um assunto tão forte a ponto de unir PT e PFL, "por mais paradoxal que seja". "E é."
Sobre a proposta de ACM de usar parte dos recursos da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) como alternativa para a questão da pobreza, Piva acha que essa discussão é muito vaga. "Isso tem muito mais viés político do que prático", afirmou ele. Segundo Piva, a indústria, pela ótica da competitividade, nunca apoiou a criação de impostos como solução final para o desenvolvimento. Ele condenou também a proposta do PT de taxar grandes fortunas. De acordo com Piva, taxações não dão resultado e não deram em lugar nenhum do mundo.
"Somos bastante criativos para darmos uma solução para a questão", disse ele. Na opoinião de Piva, tudo pode ser discutido, só não se pode cair em discussões inúteis. "Não temos mais tempo para erros, retrocesso e hesitações." Piva fez estas declarações após participar da abertura do Seminário Crescimento Econômico: As Instituições para o Desenvolvimento, na Fiesp, para discutir o a questão da pobreza no País.

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