Encontro ecumênico reune representantes das igrejas ortodoxa e protestante
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2000
Por Assimina Vlahou 
Roma, 17 (AE) - O papa João Paulo II abre hoje em Roma a porta santa da basílica de São Paulo, cerimônia que dará início à "Semana da unidade dos Cristãos", o maior encontro ecumênico de todo o jubileu.
Da celebração participam enviados de 22 igrejas cristãs não católicas e haverá um pedido de perdão. "Pediremos perdão a Deus reciprocamente pelos pecados cometidos contra a unidade da Igreja e ao mesmo tempo agradeceremos pelo caminho de reconciliação, especialmente neste último século". Assim o papa definiu o encontro durante o Angelus de domingo passado no Vaticano.
Será apenas uma celebração ecumênica porque não é possivel celebrar missa entre cristãos separados. Trata-se da maior reunião com um papa de que se tenha notícia. Estarão presentes os patriarcados de Constantinopla e de Jerusalém, a Igreja Ortodoxa Russa, a comunhão Anglicana, a Federação Luterana Mundial, o Conselho Metodista Mundial e o Conselho Ecumênico de Genebra. As Igrejas grega e romena, que não haviam participado do Concílio Vaticano II, também mandaram seus representantes.
"Será um encontro pan-cristão, como o papa desejava para o jubileu", comentou o caredal Walter Kasper, vice presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos. Segundo ele o resultado é maior do que as expectativas considerando as dificuldades que as relações ecumênicas atravessaram ao longo deste pontificado, principalmente nos últimos 10 anos. Os problemas com os anglicanos por causa da ordenação a bispo de mulheres e o quase rompimento com os ortodoxos que acusam os católicos de fazer proselitismo. Um dos poucos passos positivos foi o acordo com os luteranos sobre a justificação da fé, assinada em outubro passado.
Para abrir a "porta ecumênica" do jubileu o papa escolheu a basílica de São Paulo porque foi aqui que em 1959 Joao XXIII convocou o Concílio Vaticano II e nela regularmente se realiza a semana de oraçao pela unidade dos cristaos. É a última das quatro portas santas que marcam o início do ano santo especial. A primeira foi a porta da basílica de São Pedro, depois seguiram as de São Joao em Latrão, Santa Maria Maior e agora a de São Paulo.


