Giovani Ferreira
De Curitiba
O MST está realizando em Querência do Norte o 2º Encontro Estadual de Educadores da Reforma Agrária, que este ano está discutindo os desafios enfrentados no processo educacional dos assentados, diante dos problemas de relacionamento com o governo estadual. Mais de 300 pessoas, entre professores do ensino médio e fundamental das áreas de assentamento estão participando do evento, que começou ontem e prossegue até domingo no Centro de Formação do MST no município.
Atualmente um dos principais problemas apontados pela liderança do movimento é a recusa do governo estadual em renovar o convênio de Educação para Jovens e Adultos (EJA), que até o final do ano passado garantia o pagamento dos professores que dão aulas nos assentamentos. De acordo com Ubiraci Stesko, da liderança do MST, hoje a maioria dos educadores que estão dando aulas recebe através de programas municipais ou de verbas federais. Aqueles que recebiam por meio do EJA estão desenvolvendo um trabalho voluntário, disse Ubiraci.
Entre as pautas do encontro destaca-se também a falta de estrutura dos assentamentos, onde na maioria das vezes os sem-terra são obrigados a improvisar salas de aula com lona plástica. Outro problema em discussão é a falta de material didático, que dificulta ainda mais o aprendizado. Ubiraci explicou que durante o encontro os educadores estarão trocando experiências bem-sucedidas que estão auxiliando o MST a vencer essas barreiras.
O principal atrativo deste ano são os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), universidades estaduais de Londrina, Maringá e Ponta Grossa, que estão ministrando cursos e promovendo debates sobre diversos assuntos. O objetivo é fazer do encontro um espaço de aprimoramento e atualização educacional para os professores dos assentamentos.

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