Encontro cobra alfabetização de assentados
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quarta-feira, 18 de julho de 2001
Marcos Zanatta De Maringá 
O coordenador do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), na Universidade Estadual de Maringá (UEM), professor Jorge Ulises Guerra Villalobos, cobrou ontem a renovação do contrato com o Incra para a continuidade do trabalho de alfabetização de assentados na região Noroeste. Ele participa até domingo do 1º Simpósio Internacional de Educação na Reforma Agrária em Maringá. O encontro reúne educadores, acadêmicos, assentados e líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).
Segundo Villalobos, R$ 21 milhões do orçamento estão à disposição do Incra para a manutenção do programa. Queremos que o instituto abra negociação para mantermos o Pronera na região, reivindica. Nos 22 assentamentos assistidos pela UEM já foram alfabetizados mais de mil adultos. Existem pelo menos 800 assentados aguardando a continuidade do programa.
O encontro de Maringá deve discutir a educação e também a história, os direitos humanos e o meio ambiente na reforma agrária. Vamos avaliar a questão agrária do país, explica Villalobos. O encontro foi aberto ontem com uma apresentação de integrantes do MST e prosseguiu à tarde com palestras.
Hoje a pedagoga Izabel Grein, do MST, e o professor Bernardo Mançano, da Unesp, participam de mesa-redonda sobre educação a partir das 8h30 no Auditório Ney Marques, na UEM. O período da tarde está reservado para a apresentação de trabalhos e a partir das 19h30 o advogado Darci Frigo, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), fala sobre terra e cidadania. Amanhã professores das universidades de Lleida, na Espanha e Havana, em Cuba, participam do seminário, que termina domingo.


