Um jovem que cavava um poço para uma cisterna em um bairro pobre de Goiânia (capital do estado de Goiás) encontrou um esqueleto humano e rudimentares instrumentos domésticos com mais de mil anos de idade, informou ontem o arqueólogo Altair Sales.
Segundo o especialista, do Instituto de Trópico Subúmido da Universidade Católica de Goiás, a análise dos artefatos de uso doméstico permite determinar que o esqueleto pertence a um homem adulto de uma sociedade indígena pré-histórica, chamada Aratú, que habitou toda a região central do Brasil há pelo menos um milênio.
Do esqueleto foram encontrados ossos das pernas e braços e alguns dentes, dentro de um rústico caixão. Ao redor do caixão estavam enterrados um machado de pedra polida, parte de uma pipa e um instrumento de pedra utilizado para cavar pequenos poços.
‘‘O conjunto estava sepultado a um metro e meio de profundidade no bairro de Vale dos Sonhos, a oito quilômetros do centro de Goiânia. A descoberta foi uma coincidência. Há duas semanas, um jovem cavava uma cisterna quando as peças começaram a surgir. O jovem chamou a polícia’’, explicou Sales.
Fragmentos do caixão e de carbono vegetal encontrados em seu interior foram enviados ao Instituto Smithsonian, dos Estados Unidos, em uma tentativa de determinar sua idade exata através de análises com Carbono 14.

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