Encomendas na área energética crescerão até 8%, prevê Siemens
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segunda-feira, 21 de junho de 1999
Por Carla Franco 
São Paulo, 22 (AE) - As encomendas de equipamentos de transmissão e distribuição de energia da Siemens do Brasil devem crescer de 6% a 8% este ano, em razão das privatizações. A informação é do presidente da empresa, Hermann Wever. Ele observou que 60% das empresas de geração e distribuição de energia foram privatizadas nos últimos três anos.
Segundo Wever, o volume de pedidos no segmento de energia e transportes cresceu 33% no último ano fiscal, encerrado em setembro de 98, comparativamente ao período anterior. A receita nesse segmento cresceu 16%. "A privatização vem trazendo um significativo aumento dos investimentos e das encomendas", afirmou o executivo, que participou hoje do I Simpósio Brasil-Alemanha de Energia, no Clube Transatlântico, em São Paulo.
As encomendas de equipamentos na área de geração de energia, em sua opinião, devem ganhar fôlego a partir da privatização das geradoras da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), prevista para o segundo semestre. O mercado de hidrogeradores, entretanto, está sendo reativado desde já, em razão das concessões da exploração de usinas hidrelétricas. "Estamos observando uma duplicação de pedidos de hidrogeradores em relação ao ano passado", disse Wever.
Em 98, a Siemens foi contratada para fornecer cinco geradores para a Usina de Lajeado, no Rio Tocantins. A empresa também fechou contrato com a Usina de Machadinho, no Rio Pelotas
e iniciou negociações para o fornecimento de geradores para a Usina de Cana Brava, no Rio Tocantins. "As grandes empresas de geração, como a Cesp, ainda estão para ser privatizadas, mas com certeza também haverá aumento de investimentos", afirmou.
Wever previu que as encomendas de equipamentos para usinas termoelétricas devem ser retomadas no segundo semestre, depois de terem passado por um período de acomodação, por conta da desvalorização do real, que encareceu o custo do combustível para as usinas térmicas.
Conforme dados da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), os investimentos na área de energia elétrica saltaram de US$ 85,7 bilhões em agosto de 97 para US$ 95,1 bilhões em agosto do ano passado, um crescimento de 10,9%. O faturamento líquido da Siemens cresceu 23% no último ano fiscal, terminado em setembro de 98, chegando a US$ 2,011 bilhões.


