São Paulo, 06 (AE) - O período de chuvas e alagamentos traz o risco de proliferação de doenças como leptospirose, transmitida pela urina de ratos contaminados. Esses animais também podem transmitir peste bubônica, salmonelose, entre outros males. Também aumenta o risco de se ter tétano e hepatite.
No ano passado, o Estado de São Paulo registrou 698 casos de leptospirose - mais de 500 deles na Grande São Paulo. Este ano, ainda não houve nenhum caso. A doença leva de três a cinco dias para manifestar-se. O perigo está no contato da pele com a lama das enchentes e em alimentos contaminados pelas águas. Febre, mal-estar e dor de cabeça, sintomas comuns a várias doenças, merecem atenção especial nesta época.
O risco é maior na cidade de São Paulo, onde, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, a população de ratos é estimada em 210 milhões - cerca de 21 por habitante. No ano passado, houve 21 mortes por leptospirose na capital. "Falta de higiene, esgotos e depósitos de lixo clandestinos formam a condição ideal para a proliferação de ratos", afirma Moacir Delbon, coordenador do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que mantém programa de controle dos roedores.
Parceria - Em outras regiões do Estado, o Centro Estadual de Vigilância Epidemiológica firmou parceria com as prefeituras para monitorar a incidência de doenças infecto-contagiosas. Segundo o coordenador do órgão, José Cassio de Moraes, não foram registrados casos graves.