A cheia do rio Acre e do igarapé São Francisco, que cortam Rio Branco, deixou cerca de quatro mil pessoas desabrigadas. Anteontem, o prefeito Mauri Sérgio (PMDB) decretou estado de emergência, que poderá passar a calamidade pública caso o rio chegue a 17 metros, um metro e meio a mais do que ontem. Durante a noite choveu bastante em Rio Branco e Sena Madureira, onde o rio Yaco deixou várias famílias desabrigadas.
‘‘Nós ainda estamos controlando a situação’’, afirmou o coronel Dalzeny Silva França, coordenador municipal da Defesa Civil em Rio Branco. Segundo ele, cerca de 350 famílias estão alojadas em um parque agropecuário, único local com espaço suficiente. Ontem, o governador do Estado, Jorge Viana (PT), visitou as áreas alagadas acompanhado pelo prefeito Mauri Sérgio.
Em dezembro choveu 500 milímetros em Rio Branco, cinco vezes mais do que no mesmo período de 97. As cheias do rio Acre ainda não atingiram o volume máximo, que deverá ocorrer em fevereiro e março. Há dez anos, uma enchente semelhante desabrigou cerca de 40 mil famílias. ‘‘Hoje estamos com quatro mil pessoas desabrigadas e outras 2.500 famílias - cerca de 10 mil pessoas - atingidas pelas águas do rio e do igarap钒, explicou o coronel Dalzeny.
Ontem, a Defesa Civil retirou 60 famílias de um dos 24 bairros de Rio Branco. Além de Rio Branco, o governo do Acre está preocupado com as cheias em Xapuri, Brasiléia, Sena Madureira e em alguns municípios do Vale do Juruá, ao norte do Estado. ‘‘Dependendo da situação, que ainda está sob controle, vamos apelar para a ajuda da sociedade brasileira’’, afirma Jorge Viana.

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