Curitiba - A greve dos funcionários dos hospitais particulares e filantrópicos de Curitiba e Região Metropolitana terminou ontem depois de quatro dias de paralisação. Enfermeiros e auxiliares voltaram ao trabalho no início da noite de ontem. A decisão foi tomada depois de uma audiência entre representantes dos funcionários e do sindicato patronal na Justiça do Trabalho.
Ficou definido um reajuste salarial geral de 7% dos salários que estão acima dos pisos. O vale-alimentação passará de R$ 130 para R$ 170. O adicional de insalubridade será reajustado de R$ 113 para R$ 126. A categoria pedia reajuste de 28% nos pisos salariais e o sindicato patronal (Sindipar) havia oferecido, no início, aumento de 6,5%.
A negociação também estabeleceu estabilidade de 30 dias no emprego. Além disso, os dias parados não serão descontados, mas deverão ser compensados em uma hora por mês num período total de 15 meses. Os trabalhadores voltariam ao trabalho a partir do turno da noite de ontem, de acordo com o hospital.
De acordo com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região (Sindesc), a greve teve a adesão de 40% a 50% dos funcionários dos maiores hospitais da Capital.
Ontem, os casos mais graves foram encaminhados para o Hospital Pequeno Príncipe que estava com 30% de adesão dos trabalhadores. Na Santa Casa, a adesão era de 40% e todas as cirurgias eletivas foram canceladas. Oito dos 38 leitos de UTI estavam fechados. No Hospital Cajuru, com a liminar concedida pela Justiça determinando que 70% dos atendimentos fossem realizados, ontem a adesão à greve tinha caído para 22%.

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