Encerrada investigação sobre passaporte de Pinochet
Santiago, 25 (AE-AP) - A Corte de Apelações encerrou nesta terça-feira (25) uma investigação pelo suposto delito de "falsidade ideológica" cometido pelo general Augusto Pinochet na expedição de um passaporte diplomático, que continha uma permissão para que o ex-ditador viajasse a Londres como embaixador em missão especial.
A quinta sala da Corte de Apelações determinou, por três votos a zero, que não houve delito.
O passaporte diplomático utilizado por Pinochet para viajar à Grã-Bretanha em outubro continha um timbre especial que estabelecia que ele o fazia em qualidade de embaixador "extraordinário e com plenos poderes" em missão especial.
O documento foi emitido pela chancelaria, mas o juiz Carlos Escobar determinou em 27 de fevereiro que a missão de Pinochet era inexistente, motivo pelo qual se estabeleceu que ele teria cometido delito de "falsidade ideológica", apesar de não indicar responsáveis.
No entanto, as acusações de advogados apontavam o chanceler José Miguel Insulza como autor da "falsidade ideológica". Insulza defendeu-se dizendo que a missão de Pinochet fora solicitada pelo exército e que estava relacionada com visitas à fábrica de armas britânica Royal Ordinance, que teria convidado o senador vitalício.





