São Paulo, 16 (AE) - Os 120 proprietários de vans e kombis responsáveis pelo transporte autônomo de merenda escolar para escolas e creches municipais paralisaram suas atividades hoje. Eles reclamam o pagamento de três meses pelos serviços prestados à Secretaria Municipal do Abastecimento (Semab). A entrega de alimentos só não foi totalmente prejudicada porque alguns caminhões que fazem o mesmo serviço trabalharam normalmente. Os donos de veículos garantem que só voltarão ao trabalho após o pagamento dos atrasados.
"A situação chegou a um ponto insustentável", disse o diretor do Sindicato dos Transportes Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo, Claudio de Oliveira. Segundo ele, há três meses os donos de veículos não recebem os R$ 900,00 mensais pelo serviço de transporte de alimentos. Além das escolas e creches, eles também abstecem hospitais municipais e alguns órgãos da Prefeitura, como a Guarda Civil Metropolitana.
Hoje cerca de 30 donos de veículos concentraram-se em frente à Coordenadoria de Alimentação e Suprimento da Semab, na Vila Guilherme, zona norte. "Desde setembro a situação está difícil, mas o serviço não tinha parado em consideração às crianças", disse Oliveira. Os manifestantes lembraram que a Prefeitura não paga o combustível e despesas com a manutenção dos carros. Vários deles exibiram notas fiscais de postos de gasolina e prestações atrasadas de seus veículos. "O pior é que não dão uma posição definitiva para nós", disse Oliveira.
A Assessoria de Imprensa da Semab informou que o assunto deveria ser tratado diretamente na Secretaria de Finanças. Segundo a Assessoria da Secretaria de Finanças, a Prefeitura ivai repassar a verba na sexta-feira à empresa Benfica Turismo, que é responsável pela contratação dos autônomos.

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