Por Evandro fadel
Curitiba, 08 (AE) - Mais de 20 homens armados e com os rostos cobertos por capuzes invadiram a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, em Curitiba, por volta das 3 horas da madrugada de hoje, e executaram, com vários tiros, o preso Flávio Cruz, de 26 anos. Ele estava detido desde a tarde de domingo como principal suspeito de ter matado o policial civil Jonathan Ferreira, de 38 anos. Ferreira foi morto na madrugada de sábado, quando tentava evitar uma briga provocada por "penetras" em uma festa de aniversário.
O delegado-geral da Polícia Civil, Newton Rocha, designou delegados especiais para presidirem os inquéritos sobre a morte do policial e do preso. A Corregedoria da Polícia Civil e dois promotores participarão das investigações. A hipótese de vingança policial também será analisada. "Não podemos fazer qualquer tipo de ilação, porque estamos no início das investigações, mas haverá todo o rigor para apurar as ocorrências", garantiu o delegado. "Não pode sobrar uma vírgula de dúvida". Segundo as informações, quatro pessoas, duas das quais foragidas, participaram da morte do policial. Além de Flávio Cruz, estava preso, em outra cela, Reni Feliciano de Almeida, de 20 anos, que não foi atingido pelos homens que invadiram a delegacia. Segundo Newton Rocha, eles estavam na Delegacia de Furtos de Veículos, pois esta apresentava mais segurança. Três policiais da própria delegacia e três do Comando de Operações Policiais Especiais (Cope) faziam a guarda.
De madrugada, um homem bateu à porta da delegacia, passando-se por suposta vítima. Ele usava um boné, o que dificultava a visão do rosto. Quando a porta foi aberta, mais de 20 pessoas encapuzadas invadiram a delegacia e dominaram os seis policiais, que foram trancados em um corredor e obrigados a indicar as chaves das celas onde estavam os acusados da morte do investigador Ferreira. O delegado geral disse que foram disparados mais de dez tiros com armas diferentes contra a delegacia e o preso, alguns à queima- roupa.
Os policiais de plantão foram libertados pela Polícia Militar, avisada por um telefonema anônimo sobre um tiroteio na delegacia. As armas dos policiais estavam em uma gaveta, exceto uma, jogada em uma caixa de lixo próxima à cela onde o preso foi executado. De acordo com o delegado Newton Rocha, algumas câmeras de vídeo colocadas na delegacia foram danificadas, mas a perícia está tentando recuperar as imagens.

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